Na rua da locomotiva

O que a torna especial são as pessoas que lá habitam. São pessoas normais mas que se relacionam de forma diferente, talvez pelo relativo isolamento da casa ou pelo fascínio que esta exerce sobre pessoas com uma visão...alternativa. Há velhas chatas e resingonas, famílias e jovens solteiros, como em todo o lado, talvez haja mais jovens. Há ainda uma estrela de TV, um vizinho que, volta e meia, fuma uns charros (nessas ocasiões há um cheiro intenso no corredor), alguém que exibe caixas de fosfóros leninistas na janela e um velho marinheiro que passa parte do seu tempo numa cadeira que está lá fora e que por via do Eusébio faz parte dos tais seis milhões e meio de benfiquistas. Na sexta-feira à noite, quando voltava para casa, lá estava ele sentado. Perguntou-me se o Benfica tinha/(era) uma boa equipa. Talvez porque respondi em finlandês, o suomalainen que cresce dentro de mim não me permitiu a mentira piedosa: "Não, não é grande coisa".
4 Comments:
O nome do filme não era "Gorky Park"?
all it takes is a nerd...:)Obrigado, já corrigi.
Sacana!
...de nada meu caro, estás à vontade.
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